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Do Alto da Torre
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Municípios reagem à escala 5×2

A proposta ganhou mais um adversário de peso

Eduardo Brito

06/07/2026 18h35

davi alcolumbre (1)

Foto: Lula Marques /Agência Brasil

Embora aprovado pela Câmara dos Deputados, o fim da escala de trabalho de seis dias para um de folga ainda não entrou na agenda do Senado.

Não consta das pautas liberadas pelo presidente Davi Alcolumbre nesta segunda-feira, 6, nem deve ser incluído na semana que vem.

Além disso, a proposta ganhou mais um adversário de peso.

A Confederação Nacional de Municípios fechou as contas e descobriu que a mudança representará enorme aumento dos custos de manutenção do funcionalismo público, encarecendo em especial os custos da coleta do lixo, segurança e hospitais.

Levantamento da CNM calcula que a mudança trará impacto imediato direto às prefeituras de R$ 1,5 bilhão, só com a contratação de 25.800 novos funcionários, efetivos e temporários, para evitar um colapso nos serviços.

Outro estudo, que considera apenas contratos de terceirização e impacto em obras, estima que vai custar R$ 34,7 bilhões às cidades, segundo a Frente Nacional dos Prefeitos.

Esses números não incluem o Distrito Federal.

No entanto, é certo que, por acumular as despesas de um município às próprias de uma capital, o aumento de despesas para Brasília acompanhará os apontados pela Confederação Nacional de Municípios.

Não é nada, não é nada, o Distrito Federal conta hoje com 37 regiões administrativas, cada uma delas com estrutura comparável à de uma mini-prefeitura.

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