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Do Alto da Torre
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Militantes apontam quem faz jabuti, mas não quem tira jabuti

Fica a pergunta: por que Grass e Natália, tão pressurosos em denunciar quem apresentou o jabuti, nem mencionam a rejeição?

Eduardo Brito

13/05/2026 18h17

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Senador Plínio Valério crédito Waldemir Barreto/Agência Senado

Candidatíssimo a governador do Distrito Federal pelo PT, o ex-distrital Leandro Grass detalhou operação da Polícia Federal que mira o senador Ciro Nogueira (PP), ao escancarar, mais uma vez, como, segundo o candidato, funciona a engrenagem do sistema.

No caso de Ciro, diz Grass, o que houve “foi banqueiro escrevendo projeto de lei e senador protocolando exatamente como mandaram, e recebendo R$ 300 mil por mês”.

O texto feito por um auxiliar e encaminhado a Ciro Nogueira consistia em uma emenda apresentada por ele à PEC que garante autonomia financeira do Banco Central.

O comentário de Grass foi repetido, na tribuna da Câmara dos Deputados, pela também petista Natália Bonavides, do Rio Grande do Norte.

Curiosamente, nenhum dos dois foi adiante e contou o que aconteceu com o tal projeto — aliás, não exatamente um projeto, mas uma emenda.

O texto assinado por Ciro Nogueira foi sumariamente rejeitado pelo relator da PEC do Banco Central, o senador Plínio Valério (foto).

Foi Valério, senador pelo Amazonas, quem percebeu a manobra.

Plínio Valério rejeitou a emenda de Ciro assim que a leu, “por se tratar de norma alheia ao objetivo da proposta”, ou seja, aquilo que, em jargão parlamentar, é apelidado de “jabuti”, uma espécie de armadilha.

Fica a pergunta: por que Grass e Natália, tão pressurosos em denunciar quem apresentou o jabuti, nem mencionam a rejeição?

Acerta na mosca quem registrar que Plínio Valério, o senador que evitou rombo de R$ 20 bilhões em favor de Ciro e Vorcaro, tem posição independente do Planalto.

Portanto, é ignorado por eles.

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