O primeiro debate da campanha marcou a reaparição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se encontrou com a senadora Damares Alves e a deputada Bia Kicis na casa de um amigo comum para assistir à Band.
Provocada pelas demais, Michelle (foto) chegou a mandar um sinal positivo para a governadora Celina Leão. Damares provocou as demais para manifestarem apoio, sempre com o objetivo de reforçar a imagem de uma chapa majoritária de mulheres.

Objetivo é formar uma bancada de mulheres de direita
Esse encontro não pode ser visto de forma isolada. Existe um esforço para compor uma forte bancada de direita, em especial de mulheres, para o próximo Congresso.
Damares não perde chance de promover Cristiane Britto, sua sucessora no Ministério das Mulheres, candidata a deputada federal pelo seu partido, o Republicanos. Não é a única. Também há candidatas pelo PL e pelo Podemos.
E, na lista, estão candidatos homens, caso de Thiago Manzoni, que é o nome defendido por Bia Kicis. Embora menos vinculados a esse grupo, o Republicanos conta com outros favoritos, como Fred Linhares e Júlio César Ribeiro.
Feitas as contas, o objetivo do grupo é que seis, ou ao menos cinco, dos oito deputados brasilienses votem com a direita.
Mas existe ainda outro objetivo. Damares e Bia Kicis, com aval da governadora Celina Leão, querem fortalecer o grupo em agendas públicas, especialmente diante das restrições de mobilidade de Michelle Bolsonaro, que divide seu tempo com os cuidados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Damares afirmou que ela e a “ministra Cris”, referência a Cristiane, também próxima à antiga primeira-dama, atuarão como extensões diretas de Michelle em todas as frentes de campanha, garantindo a capilaridade da mensagem conservadora em todas as regiões administrativas do DF.
É a ideia de que Michelle tem como se eleger senadora pela capital sem nem sair de casa.