O líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (foto), deve formalizar hoje, em reunião da Executiva nacional do partido, uma postura sobre o pedido de intervenção regional feito por distritais brasilienses.
Isnaldo evitou comentar o parecer, mas a Executiva já sinalizou que não pretende assumir o controle da seção brasiliense.
Na prática, isso significaria a manutenção do atual presidente regional, Wellington Luiz.
A tendência, porém, é estabelecer uma espécie de monitoramento, condicionando alianças eleitorais no Distrito Federal à aprovação da cúpula nacional.
Esse caminho poderia abrir espaço para uma chapa própria, afastada da candidatura da governadora Celina Leão à reeleição.
Nesse cenário, o único posto majoritário já indicado é a disputa ao Senado pelo ex-governador Ibaneis Rocha.
O nome natural ao Buriti seria o do deputado federal Rafael Prudente, interlocutor frequente de Isnaldo.
Prudente diz que hoje é postulante apenas à reeleição, mas admite que gostou de ser lembrado.
Entretanto, o maior trunfo da legenda, além do patrimônio eleitoral de Ibaneis, continua sendo o apoio da bancada distrital ao Buriti.
As últimas negociações na Câmara Legislativa mostram que não deve haver grandes alterações.
Dos cinco distritais do partido, quatro devem continuar votando com o governo, e mesmo o quinto pode se manter na base.
Oposição condena votação do BRB
Os defensores de uma solução imediata para o problema das contas do Banco de Brasília apoiaram o projeto aprovado em tempo recorde pela Câmara Legislativa.
A oposição, porém, condenou a tese.
Para o candidato da federação PT-PV-PCdoB ao Buriti, Leandro Grass, a aprovação do projeto que permitiu o financiamento do déficit, por apenas dois votos, representou “um cheque em branco”.
Segundo ele, os distritais vacilaram ao permitir ao governo local “pegar um empréstimo bilionário e tapar o rombo do BRB”.
Grass ressaltou que a Câmara ignorou “um detalhe”: examinou e votou o projeto sem saber a taxa de juros a ser cobrada na negociação.