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Do Alto da Torre
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MDB define diretório, mas voto deve ficar com Buriti

Executiva nacional deve manter Wellington Luiz no comando regional, mas pode condicionar alianças no DF à cúpula do partido.

Eduardo Brito

10/06/2026 18h44

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Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (foto), deve formalizar hoje, em reunião da Executiva nacional do partido, uma postura sobre o pedido de intervenção regional feito por distritais brasilienses.

Isnaldo evitou comentar o parecer, mas a Executiva já sinalizou que não pretende assumir o controle da seção brasiliense.

Na prática, isso significaria a manutenção do atual presidente regional, Wellington Luiz.

A tendência, porém, é estabelecer uma espécie de monitoramento, condicionando alianças eleitorais no Distrito Federal à aprovação da cúpula nacional.

Esse caminho poderia abrir espaço para uma chapa própria, afastada da candidatura da governadora Celina Leão à reeleição.

Nesse cenário, o único posto majoritário já indicado é a disputa ao Senado pelo ex-governador Ibaneis Rocha.

O nome natural ao Buriti seria o do deputado federal Rafael Prudente, interlocutor frequente de Isnaldo.

Prudente diz que hoje é postulante apenas à reeleição, mas admite que gostou de ser lembrado.

Entretanto, o maior trunfo da legenda, além do patrimônio eleitoral de Ibaneis, continua sendo o apoio da bancada distrital ao Buriti.

As últimas negociações na Câmara Legislativa mostram que não deve haver grandes alterações.

Dos cinco distritais do partido, quatro devem continuar votando com o governo, e mesmo o quinto pode se manter na base.

Oposição condena votação do BRB

Os defensores de uma solução imediata para o problema das contas do Banco de Brasília apoiaram o projeto aprovado em tempo recorde pela Câmara Legislativa.

A oposição, porém, condenou a tese.

Para o candidato da federação PT-PV-PCdoB ao Buriti, Leandro Grass, a aprovação do projeto que permitiu o financiamento do déficit, por apenas dois votos, representou “um cheque em branco”.

Segundo ele, os distritais vacilaram ao permitir ao governo local “pegar um empréstimo bilionário e tapar o rombo do BRB”.

Grass ressaltou que a Câmara ignorou “um detalhe”: examinou e votou o projeto sem saber a taxa de juros a ser cobrada na negociação.

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