Como se sabe, o Supremo tem dias maus e Dias Toffoli. O dia de ontem, quinta-feira, 22, já começou ruim para o ministro com a divulgação de imagens dele no resort-casino em companhia de figuras envolvidas no caso do Banco Master.
Mas piorou ainda mais com o surgimento de um vídeo antigo, em que comemora uma fraude judicial. É de 2014, em um encontro na USP.

Toffoli conta, às gargalhadas (foto), que era advogado de um grupo que ocupara imóvel público e sofrera ordem de despejo. O organizador desse grupo, que ele chama de Vladimir, Vlad para os íntimos, lhe aparece de repente com o processo nas mãos.
Vem a constatação: sem o processo, não pode haver o despejo. Mas como estaria lá o processo? Vlad revela ao advogado Toffoli: furtara o processo.
O despejo não ocorreu e hoje, nesse espaço, há um conjunto habitacional.
Mas as gravações não param aí. Apareceu outra em que Toffoli, já ministro do Supremo Tribunal Federal, confessa um ardil para manipular resultado de julgamento.
Foi no caso do Mensalão, e quem estava no banco dos réus era um aliado seu, José Genoino. Toffoli queria inocentá-lo. Mas, se fizesse isso, ficaria impedido de opinar sobre a dosimetria, a duração da pena.
Como resolveu o problema? Fácil: votou pela condenação e depois, ao fixar a pena, optou por uma duração muito curta, deixando o amigo em liberdade.
O pior da história é que tudo isso caiu nas mãos de ninguém menos do que do promotor da Lava Jato, Deltan Dallagnol, justamente um dos favoritos para ocupar vaga do Senado pelo Paraná.
Dallagnol sabe que o artigo 39 da Lei 1.079, a temida lei do impeachment, qualifica esse tipo de comportamento como violação de decoro, que, por sua vez, é elemento para afastamento de ministros de tribunais superiores.