Fechadas as chapas para as eleições proporcionais, ao menos quatro partidos enfrentam o mesmo problema nas eleições brasilienses: contam com candidatos testados, mas com enorme dificuldade para atingir o quociente eleitoral. É o caso do Mobiliza, antigo PMN.
Ex-distritais fizeram um pacto para se filiar à legenda: evitar o que, na gíria local, se chama de “tubarões”, candidatos com grande votação assegurada, que se aproveitam dos demais como “escadas”, ou seja, aqueles que engrossam a soma de votos, mas acabam amargando suplências.
Resultado: o Mobiliza conta com os ex-distritais Raad Massouh, Tabanez e Reginaldo Sardinha, além da antiga suplente Crícia Cantora de Pentecostes. Todos têm algum potencial, mas nenhuma garantia de que atingirão o quociente. E, sem ele, o partido não elege ninguém.
O mesmo acontece com o Democrata, ex-Partido da Mulher Brasileira. Jorge Viana, hoje distrital e dono de comprovado nicho eleitoral, conta apenas com o ex-deputado federal Luís Miranda, aquele que uma vez se elegeu sem sair dos Estados Unidos, e com o Guarda Jânio, espécie de eterno suplente. Existem ao menos mais três partidos com o mesmo problema.