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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Leila mostra que aprendeu as regras do jogo

É coisa de profissional da política.

Eduardo Brito

07/05/2026 18h15

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Leila Barros Crédito Jefferson Rudy/Agência Senado

Eleita sob os auspícios do então governador Rodrigo Rollemberg, à época rompido com o PT brasiliense, a senadora Leila Barros passou os primeiros anos de mandato em postura de certa independência, inclusive filiando-se ao Cidadania.

Após migração, porém, tornou-se a principal integrante da base do presidente Lula no Senado e se inscreveu no PDT.

Disputa hoje a reeleição na chapa encabeçada pelo PT.

Mas Leila (foto) mostrou que aprendeu as regras do jogo.

Vem pressionando o Planalto para que nomeie o procurador Guilherme Pinheiro Dolabella a uma das duas vagas de jurista no Tribunal Regional Eleitoral.

É coisa de profissional da política.

Todos os TREs são compostos por um desembargador do Tribunal de Justiça local, mais dois juízes escolhidos pelo Tribunal de Justiça, que, em geral, são desembargadores também, dois juízes do Tribunal Regional Federal da região e, portanto, magistrados de carreira.

Por fim, há ainda dois advogados escolhidos pelo Presidente da República, com base em lista sêxtupla elaborada pelo Tribunal de Justiça.

É aí que mora o perigo.

Esses dois últimos, por serem de livre escolha do presidente, podem ter viés ideológico.

E podem ser decisivos para definir quem se elege, quando a disputa vai para o tapetão.

No caso do Distrito Federal, os outros dois nomes cotados, de Thaís Riedel Rezende e Leandro Batista, são vistos como mais independentes.

Bem-informada, Leila já levou sua reivindicação ao ministro José Guimarães.

Lula sabe bem disso

Ao levar sua reivindicação, Leila mostra que aprendeu as regras do jogo.

Mas os profissionais sabem disso.

No caso do Tribunal Superior Eleitoral, que pode ser decisivo em processos envolvendo a Presidência, os sete integrantes são definidos como três ministros do Supremo Tribunal Federal, dois ministros do Superior Tribunal de Justiça e dois advogados escolhidos pelo presidente.

Lula, que não nasceu ontem, cuidou bem da escolha.

Um dos dois advogados do seu TSE, por exemplo, é dos raros simpatizantes do PT na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

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