Ex-candidato ao Senado pelo Partido Novo, o jurista Paulo Roque fez as contas e registrou: a Justiça brasileira está entre as mais caras do mundo, custando 1,6% do PIB nacional.
Afinal, estudos do Tesouro Nacional revelam que o País gasta mais com o Judiciário do que com segurança pública, com cerca de 84% dos recursos destinados a salários e benefícios.
Apesar de ter uma das maiores produtividades por magistrado, o custo por processo é extremamente elevado, gerando um alto custo social.
É por isso, explica Paulo Roque, que existem tantas queixas de partes processuais — principalmente entre os que recorrem à Justiça do Trabalho, sejam empregados ou empregadores — sobre as despesas que lhes são impostas.
A revolta maior se dá com os chamados honorários de sucumbência, as despesas que, como rendimentos de advogados e custas processuais, precisam ser pagas pelos perdedores das ações.