O senador brasiliense Izalci Lucas, do PL, foi confirmado como um dos integrantes titulares da comissão criada no Senado Federal para acompanhar de perto as investigações envolvendo o Banco Master. O grupo, composto por 12 senadores, terá o papel de fiscalizar o desenrolar das apurações sobre o que vem sendo classificado como uma das maiores fraudes financeiras da história do país.
A comissão não tem poderes como as CPIs e foi criada no interior da Comissão de Assuntos Econômicos para acompanhar o caso. Defensor ferrenho da transparência e do rigor na fiscalização do sistema financeiro, Izalci Lucas destacou a importância de o Senado exercer seu papel constitucional de controle. Para o senador, a gravidade das denúncias exige uma atuação firme e técnica para proteger, principalmente, os cidadãos brasileiros.
O plano de trabalho apresentado pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL), prevê uma agenda intensa, que inclui audiências públicas, diligências e visitas institucionais a órgãos estratégicos, como o Banco Central (BC) e o Tribunal de Contas da União (TCU), além de agenda institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF).
O plano de ação também prevê convidar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para prestarem esclarecimentos à comissão em audiências formais, após encontros introdutórios. Além de Izalci, duas outras senadoras brasilienses, Damares Alves e Leila Barros, fazem parte da comissão, que terá ainda o sergipano Alessandro Vieira.
Denúncia de tentativas de censura
A propósito, o mesmo senador Izalci Lucas marcou a abertura dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira, 5, denunciando as tentativas de censura por parte do Partido dos Trabalhadores. “Vocês não vão conseguir nos calar aqui nesta CPMI. A população vai continuar informada e vai saber do envolvimento desse partido”, declarou o senador.
E é essa CPI a que realmente importa, que tem poder de intimação e de condenação. Durante a sessão, Izalci (foto) lembrou que o PT entrou com uma ação contra parlamentares da direita por expressarem a verdade sobre o partido e suas conexões com o escândalo do INSS, mas perdeu a causa na Justiça.
“As pessoas precisam saber, onde tem PT, tem corrupção. Não adianta entrar com processo contra a fala da verdade. A verdade sempre ganha e, desta vez, não foi diferente. Agora, além do PT perder a causa, vai ter que arcar com as custas do processo”, afirmou.
Além disso, o senador garantiu que as manobras governistas para blindar familiares do presidente Lula citados nas investigações da CPMI não impedirão o avanço das apurações na comissão e criticou a postura da base governista.