Embora hostilizado por alas do PT brasiliense, que sequer lhe concederam legenda para disputar as eleições deste ano, o ex-deputado Geraldo Magela manteve sua lealdade ao partido. Chegou ao ponto de recomendar aos militantes petistas que ignorassem uma antiga instrução do partido: em caso de dúvida ao votar para deputado federal ou distrital, que digitassem apenas o número 13.
Dessa forma, o voto seria computado para a legenda, reforçando a possibilidade de ampliar as bancadas do PT. Este ano, alertou Magela, a norma não vale. O eleitor deve digitar sempre o número completo de um candidato petista.
Explicou o motivo. Se não fizerem isso, estarão correndo o risco de eleger um não petista. Magela não explicou por que isso acontece, mas o alvo está claro. O PT, este ano, faz parte de uma federação com o PV e o PCdoB, o que significa chapa conjunta.
Assim, os votos são somados para os nomes das três legendas e o eleitor petista, se não escolher um companheiro de partido, pode acabar ajudando a eleger alguém do PV ou do PCdoB. Ou seja, aliados, sim, mas negócios à parte.