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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Inflação de alimentos sobe no DF e ajuda a disparar alarme

Alta da alimentação pesa mais sobre famílias de baixa renda e amplia preocupação política em ano eleitoral.

Eduardo Brito

15/06/2026 18h53

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Alta da alimentação pesa mais sobre famílias de baixa renda e amplia preocupação política em ano eleitoral.O problema não é apenas a alta da inflação, mas o fato de a alimentação estar puxando o aumento de preços.

O IPCA de maio mostrou crescimento mais acelerado em Brasília, com alta de 0,63%, acima do índice nacional, de 0,58%.

No acumulado do ano, o Distrito Federal chegou a 2,52%, enquanto o Brasil acumula 3,2%.

Em 12 meses, a inflação nacional alcançou 4,72%, com viés de alta.

O teto da meta para 2026 é de 4,5%, mas as projeções já indicam avanço para 5,3%.

O ponto mais sensível está na comida. A inflação da alimentação acumula alta de 4,8%, acima da média geral, enquanto a alimentação no domicílio chegou a 7,5%.

Esse é justamente o índice que mais pesa sobre a população de baixa renda e, por isso, tem impacto direto no endividamento das famílias.

Problema ganha dimensão política com a taxa de juros

Em ano eleitoral, a alta dos alimentos também ganha dimensão política.

Pesquisas já indicam que o binômio alta de preços e endividamento começa a ocupar o topo das preocupações dos eleitores, ultrapassando até a segurança pública.

O Planalto acompanha esse movimento com atenção, ainda mais na semana em que o Banco Central reúne o Copom para definir a taxa básica de juros.

A Selic vinha caindo, de 15% no início do ano para 14,75% e depois para os atuais 14,5%.

Havia expectativa de nova redução neste mês, com possibilidade de a taxa chegar perto de 13% até o fim do ano.

A pressão dos preços, porém, ameaça esse caminho.

Indicado por Lula, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, costuma ser cobrado pelo governo a reduzir juros, mas tem adotado decisões técnicas.

Sob esse ponto de vista, o risco de aceleração da inflação recomenda cautela. Em ano eleitoral, isso significa problema maior para o governo.

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