Desde novembro, decisão do Supremo Tribunal Federal devolveu o Cidadania a seu presidente histórico, Roberto Freire, mas uma ala afastada prepara um contragolpe.
A briga é maior em Brasília, onde os opositores de Roberto Freire acreditam, como resume o ex-senador Cristovam Buarque, em uma forte guinada à direita.
Freire pretende uma terceira via, inclusive com o lançamento do governador gaúcho Eduardo Leite, ex-PSDB, como candidato a presidente. No Distrito Federal, porém, Cristovam acha que não haverá terceira via, só direita e esquerda.
Freire pretende uma terceira via
Essa ala já formava uma frente com o PDT de Leila Barros, com o PSB de Cappelli e do próprio PT, com acenos mútuos. No ato de 8 de janeiro, o presidente Lula citou Cristovam, que estava presente, em seu discurso.
Freire tornou claro que não quer essa aproximação. A ala adversária quer resistir em duas frentes.
Recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral, presidido pela ministra Carmen Lúcia, alegando omissões na ata da reunião que, dois anos atrás, depôs Roberto Freire. E tentará manter o controle do partido em convenção marcada para meados de fevereiro.
Cristovam acha, porém, que é uma corrida contra o tempo. O Cidadania precisa formar suas chapas e será um exercício muito difícil sem que se saiba direito de que lado do campo o partido estará.