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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Guerra com Renan tem novo round

A saúde pública de Alagoas não pertence ao grupo político que está lá

Eduardo Brito

09/07/2026 18h19

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Damares Alves e a também senadora Eudocia crédito Carlos Moura/Agência Senado

Em um Congresso quase paralisado, a única animação em plenário foi a guerra alagoana, polarizada entre o senador Renan Calheiros e o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, que tem em sua mãe, a também senadora Doutora Eudócia, a nova algoz de Renan.

A sessão desta quarta-feira estava a minutos do encerramento quando Doutora Eudócia foi à tribuna.

Falou de um apagão no Hospital Geral do Estado de Alagoas, que ficou doze horas sem energia, o que causou a morte de pacientes.

O problema é que Doutora Eudócia ficou sabendo que, nesse período, o fornecimento de eletricidade estava normal. O problema fora no hospital.

E aí, descobriu a senadora médica, tudo ficou mais grave porque o governo alagoano acabara de comprar geradores por R$ 10 milhões, segundo os dados que estão no Portal da Transparência.

“Aí eu pergunto: onde estão esses geradores? Por que não foram acionados quando teve o apagão? Doze horas de apagão”, acusou Doutora Eudócia, dirigindo-se à brasiliense Damares Alves, que presidia a sessão (foto).

O governo estadual está nas mãos de aliados de Renan, empenhados na campanha de Renan Filho, que enfrentará justamente JHC.

“A saúde pública de Alagoas não pertence ao grupo político que está lá, nem ao senador Renan Calheiros, e não pode estar sequestrada por eles.”

Guinada para a esquerda

Presidido por Danillo Ferreira, que foi subsecretário de Desenvolvimento Econômico no governo Ibaneis, o pequeno Agir deixou a base do governo de Celina Leão e ensaia uma virada para a esquerda.

Seus dirigentes já procuraram candidatos como Leandro Grass, do PT, e Ricardo Cappelli, do PSB, embora também figuras de outros partidos, como o empresário Paulo Octávio, presidente regional do PSD, que apoia o ex-governador José Roberto Arruda.

Em encarnações anteriores, o Agir já se chamou Partido da Reconstrução Nacional, que deu sua legenda para a candidatura presidencial de Fernando Collor, e depois mudou para Partido Trabalhista Cristão.

No Distrito Federal, elegeu duas distritais, Jaqueline Silva e Jane Klébia, mas ambas procuraram outras legendas por temerem que o Agir não conseguisse atingir o quociente eleitoral.

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