Além de telefonar a todos os demais candidatos ao Buriti, o petista Leandro Grass andou fazendo contas em seu primeiro dia após as apurações. Constatou que os brasilienses que nem apareceram para votar, somados aos que anularam ou preferiram apertar o branco, chegam a mais de 500 mil. Dá perto de 19% do total.
Disso tudo, Grass chega à conclusão de que esses eleitores, assim como os que preferiram outros candidatos, constituem o potencial a ser explorado. “Eles não quiseram é votar na Celina”, afirmou, após entrevista à Record.
Reeditando a já conhecida aliança informal dos cinco contra uma, Grass telefonou a Ricardo Cappelli, Paula Belmonte, Kiko Caputo e José Roberto Arruda. Cappelli foi o primeiro a endossá-lo formalmente, mas Grass está convicto de que também terá os votos dos demais.
Se alguém esperar, porém, que o candidato petista ficará apenas na busca desses votos potenciais, não é o que ele pretende fazer. Grass deixa claro que baterá duro na rival, dizendo que ele é ficha limpa, enquanto ela responde a um processo — referência ao falecido caso Drácon — e estendendo os ataques ao vice, Gustavo Rocha.
Afinal, alega o candidato petista, suas contas mostram que ele precisa também reverter opções. Celina teve 15,5% mais eleitores do que ele, abrindo uma diferença de 255.600 votos.
Para cultivar a Câmara
Pelo sim, pelo não, Leandro Grass começou nesta segunda-feira mesmo a cultivar a nova Câmara Legislativa. Admite que o País vive uma onda conservadora, mas citou avanços na bancada de distritais, mencionando todos pelo nome e pela votação.
Avisa também que, se eleito, não terá deputados distritais antagônicos. Todos são potencialmente bem-intencionados e, por isso mesmo, todos serão bem-vindos nesse diálogo. Não acredita, portanto, em uma oposição problemática.