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Do Alto da Torre

Furiosa: Bia kicis em defesa de Bolsonaro

Para a parlamentar, o ministro Celso de Mello, do STF, “não tem condições” de tocar o inquérito que apura interferências de Bolsonaro na PF

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Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados
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Hylda Cavalcanti e Catarina Lima
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Incluída entre os convocados pelo STF a prestar depoimento no inquérito que investiga as fake news, a deputada federal Bia Kicis (Patriota-DF/foto) disse ontem que depoimentos contra ela consistem em “ações contra aliados do presidente da República”.

Fúria – “Essa gente odeia a democracia”, protestou Bia no seu Twitter. Na terça-feira (26), ela divulgou vídeo dizendo que o ministro Celso de Mello, do STF, “não tem condições” de tocar o inquérito que apura interferências de Bolsonaro na PF e é um “juiz de M…”.

Repercussão 

A ação da Polícia Federal contra parlamentares, ex-parlamentares, empresários e blogueiros – que incluiu Bia Kicis – repercutiu também entre políticos do DF. O distrital Chico Vigilante (PT) disse que estava “vibrando” com as buscas e apreensões.

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“Casa caiu” – “Quero ver depois todos esses vagabundos na cadeia”, provocou Vigilante. Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que “a casa caiu para os aliados de Bolsonaro, que usam a mentira como estratégia para se manter no poder”.

André Clemente

O líder do Governo na CLDF, deputado Cláudio Abrantes (PDT), confirmou a ida do secretário de Economia, André Clemente, à audiência pública presencial marcada na Casa, amanhã. Ele falará aos distritais sobre o Refis do Distrito Federal.

Eleições 2020

Os presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do TSE têm encontro amanhã para discutir as eleições deste ano. É a primeira reunião do grupo com o ministro Luiz Roberto Barroso, que assumiu no começo da semana a corte eleitoral do país.

Alternativas – Barroso já disse que é contra o adiamento, mas admite que este terá de acontecer, se não houver alternativa diante da pandemia da covid-19. Já o deputado Rodrigo Maia (DEM-RH), presidente da Câmara, é contra a prorrogação dos mandatos municipais.

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Fiscalização agendada

Deputados distritais receberam, por meio do presidente da CLDF, Rafael Prudente (MDB), pedido da Casa Civil para que avisem previamente suas visitas a hospitais e UPAs para verificar o atendimento da Saúde à população por conta da covid-19.

Sem maquiagem – O primeiro a contestar o pedido foi Jorge Vianna (Podemos), que disse que continuará indo às unidades de Saúde para fazer sua fiscalização sem comunicar ninguém. “Só dessa forma poderemos ver a realidade de cada local, sem maquiagem”, afirmou ele.

Desgaste desnecessário – O objetivo do governo, segundo explicou Prudente, foi “evitar contaminações em tempos de pandemia”. Entre analistas, porém, a avaliação é de que o GDF poderia ter evitado esse “desgaste” de tentar tutelar a fiscalização legítima dos distritais.

“Cuidando da alma”

O deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos) defendeu que as igrejas e demais templos religiosos passem a ser considerados atividades essenciais. “Os hospitais cuidam do nosso corpo e as igrejas cuidam da nossa alma”, declarou.

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Assembleias estaduais – Provocando espanto entre colegas que são totalmente contrários à ideia, Delmasso acrescentou que Legislativos de vários estados já tomaram iniciativa neste sentido, incluindo as igrejas como atividades essenciais do Estado.

Banco de talentos

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) do DF vai ampliar o Banco de Talentos, programa voltado para apoio à recuperação da autoestima e de empoderamento econômico de mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade.

Sobrevivência – Conforme a Sejus, a meta é aumentar a oferta de cursos e feiras, assim que terminar a pandemia de covid-19. “A vítima de violência não tem como sobreviver e muitas vezes volta para o agressor por esse motivo”, diz a titular da pasta, Marcela Passamani.

Inquérito

Para defender o direito à inviolabilidade da população do DF, o MPDFT instaurou, inquérito civil público (ICP) que vai apurar a obtenção, o tratamento e o uso de dados pessoais de brasileiros por parte da empresa Procob S.

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Violação – Apesar do Marco Civil da Internet assegurar direito de privacidade a essas informações, a empresa é acusada de comercializar relatórios contendo endereços, telefones, e-mails e a situação de cidadãos na Receita Federal, entre outro dados.

Latam

Decisão da 6ª Vara Cível de Brasília determinou, ontem (27), que a Latam realoque uma passageira que está em Boston, EUA, em um dos seus voos ou de outra companhia com destino a Brasília ou qualquer outra capital do Brasil ou da América Latina.

Multa – A empresa tem 72 horas para cumprir a decisão ou pagará multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento. A expectativa é que a determinação sirva como jurisprudência para quem, da mesma forma, teve passagens adiadas e canceladas neste período.

Integração e pesquisa

A UnB lançou boletim informativo do seu Comitê Gestor do Plano de Contingência Para a covid-19. No documento, a universidade destaca 115 pesquisas aprovadas para ajudar a comunidade e o GDF a lidar com a situação de crise em função da pandemia.

União de especialistas – “A criação da Diretoria de Atenção à Saúde Universitária foi singular para congregar especialistas e subsidiar a Universidade de Brasília na orientação e cuidado de nossa comunidade”, destacou o docente Ileno Izídio, coordenador do comitê.

Convocação

Diante da fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra o Banco do Brasil na reunião ministerial de 22 de abril, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) apresentou um requerimento de convocação de Guedes à Câmara, para explicar suas declarações.

“Aviltante” – Segundo Erika, o ministro “protagonizou aviltante ataque ao Banco do Brasil, às instituições públicas e aos servidores”. “É inconcebível que Guedes, originário do sistema financeiro privado, pregue o desmonte da instituição a qualquer custo”, frisou.

Brasil e Espanha 

Sindicatos de bancários têm reclamado de diferenças no tratamento do Banco Santander para com os seus trabalhadores do Brasil e da Espanha na pandemia. Afirmam que, nos Estados e no DF, são constantes as mudanças de protocolo e flexibilização de medidas.

Enquanto isso… – Já na Espanha, conforme contaram estas entidades, tem sido observada uma gestão bem mais responsável por parte do banco, com respeito à negociação coletiva e às recomendações das autoridades locais para proteção de bancários e clientes.




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