O senador presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL, anunciou nesta segunda-feira, 8, seu apoio à criação de uma CPI destinada a investigar as acusações contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal.
Essa decisão se segue a uma revelação do também senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, de que estava já com número suficiente de apoios, e a um discurso do brasiliense Izalci Lucas (na foto, com Flávio Bolsonaro e Alessandro), que criticou duramente a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a quebra de sigilos aprovada em bloco na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
“É algo absurdo”, declarou. Izalci classificou a medida como uma “interferência indevida de poderes” e pontuou que a quebra de sigilo votada em bloco é uma prática consolidada no Congresso há décadas.
“Fiz parte de todas as CPIs como deputado e como senador, pelo menos umas vinte. Nunca aconteceu isso em nenhuma delas. Sempre houve votação em bloco, é comum. Agora, vem um ministro do Supremo estabelecendo uma regra para o Congresso”, protestou.
A revelação de Flávio e Izalci se segue à admissão, por Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, de que o escritório de sua família já fez 64 pareceres para Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, sob intervenção.