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Do Alto da Torre
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Fim da taxa das blusinhas prejudica indústrias e receita

Izalci Lucas afirma que aumento das remessas internacionais amplia concorrência com empresas brasileiras.

Eduardo Brito

17/06/2026 22h53

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Izalci. Crédito Andressa Anholette/Agência Senado

O senador brasiliense Izalci Lucas, do PL, exibiu nesta quarta-feira, 17, dados mostrando que as vendas do comércio varejista caíram 3,6% em maio.

Foi a maior queda desde 2021, ainda durante a pandemia da Covid.

Enquanto isso, o Brasil recebeu 19,9 milhões de unidades de produtos em remessas internacionais, alta de 52% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esses produtos movimentaram US$ 458 milhões, com crescimento de 64% em comparação com maio de 2025.

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Segundo Izalci, a decisão de retirar o imposto das blusinhas, produtos importados quase todos de origem chinesa, estimulou esse avanço por causa da impopularidade do tributo.

Para o senador, a medida consolida uma concorrência desleal entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras, além de prejudicar a arrecadação do próprio governo.

Contador de profissão, Izalci citou estudo segundo o qual, entre 2017 e 2025, o Brasil deixou de arrecadar R$ 51,4 bilhões em tributos federais e estaduais em decorrência dessa competição desigual.

O parlamentar também afirma que a retração não atinge apenas o setor têxtil, fabricante de blusinhas.

Na avaliação dele, calçados, cosméticos, óculos, brinquedos, materiais de construção, equipamentos eletrônicos e outros segmentos sofrem com a concorrência desleal, tanto no campo tributário quanto no regulatório.

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