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Do Alto da Torre
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Exclusivo: Ibaneis ainda quer contar com o PL

Essa expectativa se segue ao anúncio feito na manhã desta quarta-feira, 11, pelo governador Ibaneis Rocha, com um duplo e relevante significado.

Eduardo Brito

11/02/2026 18h21

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Em declaração exclusiva para a coluna Do Alto da Torre, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, tornou claro que ainda nutre a expectativa de contar com apoio de legendas ainda fora de seu espectro político, como o PL. “Vou trabalhar até o último minuto para manter a centro-direita unida”, assegurou Ibaneis.

Ibaneis anuncia saída do governo para 28 de março

Essa expectativa se segue ao anúncio feito na manhã desta quarta-feira, 11, pelo governador Ibaneis Rocha, com um duplo e relevante significado.

Primeiro: já tem data certa para deixar o cargo. Será em 28 de março, dias antes do limite para desincompatibilização. Isso significa, na prática, que deverá mesmo disputar uma cadeira no Senado Federal nas eleições deste ano.

Segundo: buscará a unidade do campo de centro-direita do DF, mesmo diante da possibilidade do Partido Liberal, bolsonarista e principal força do campo político na atualidade, de lançar dois nomes à Câmara Alta. Isso significa que Ibaneis será candidato mesmo se a deputada Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fecharem uma dobradinha para concorrer com ele às duas vagas de senador.

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Ibaneis começa na programação de ontem crédito Renato Alves Agência Brasília

Há uma outra mensagem subliminar nesse anúncio: Ibaneis não considera que os desdobramentos do Caso Master possam levar à sua inelegibilidade. Isso só ocorreria em caso de condenação ou de impeachment. O governador, na prática, está mostrando que nada disso deve ocorrer.

Não se considera provável que a Câmara Legislativa determine seu impeachment e muito menos que alguma comissão de inquérito venha a lhe impor restrições, nem mesmo a subcomissão formada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que reúne adversários seus, mas não tem poderes investigatórios.

A informação sobre sua saída foi confirmada pelo próprio governador ao Jornal de Brasília. Ibaneis está em seu segundo mandato e, para que seja permitida a disputa do Senado, ele precisa deixar o Palácio do Buriti até o início de abril, prazo limite para a desincompatibilização.

Formação de frente política

Em dobradinha com a candidata ao Buriti, Celina Leão, Ibaneis conta com o MDB, com o PP e com partidos menores de centro-direita. Esperava ter a seu lado ainda o maior partido desse espectro político, o PL. Já havia até negociado essas condições com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

Apesar disso, o maior entrave partidário para a campanha de Ibaneis Rocha é justamente o apoio do Partido Liberal, que se afastou após o ex-presidente Jair Bolsonaro escolher o filho, senador Flávio Bolsonaro, como seu candidato ao Palácio do Planalto.

Uma das decorrências é a forte possibilidade de que o PL apoie duas candidatas ao Senado: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal e presidente da sigla no DF, Bia Kicis. Ambas apoiam a candidatura da vice-governadora Celina Leão ao Palácio do Buriti, mas evitaram declarar voto em Ibaneis.

Será briga de peso e ameaça à antiga convicção de que o Distrito Federal asseguraria duas vagas de direita ao Senado. Nesse ponto, a coligação de Ibaneis se enfraquece. Perde o PL e provavelmente também o PSD, que está no palanque do adversário José Roberto Arruda.

BOX

Com ou sem PL, os preparativos já começaram no gabinete que ocupou por sete anos e três meses. Neste dia 11, Ibaneis já experimentou a faixa preparada para ser usada na foto que vai para a Galeria de Governadores. A segunda, referente ao mandato de 2023 a 2026.

Animado e bastante emocionado, o governador já prepara as equipes que o acompanharam nesse período para fazerem a transição para as equipes da vice-governadora Celina Leão. Segundo o governador, o seu trabalho será manter a união do seu campo político para as eleições.

“O que posso dizer é que vou trabalhar até o último momento para manter a centro-direita unida”, completou Ibaneis Rocha.

MDB fica com Ibaneis

Nomes importantes do MDB foram procurados pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para alinharem suas permanências no partido para as eleições de 2026. Com diversos nomes estudando deixar a legenda devido ao grande potencial dos candidatos, o chefe do Executivo local partiu para o corpo a corpo e “determinou”: ninguém vai sair.

Um dos primeiros procurados foi o distrital Iolando Almeida. “O governador conversou com os deputados da base e outros que têm cargo no governo e falou que ninguém vai sair. Disse que ele segurou a mão de todo mundo durante todo o governo, então não é hora de deixar o partido.”

Iolando era um dos nomes cotados para deixar o MDB, não por haver incompatibilidade, mas por temer a perda da vaga em função do excesso de candidatos da legenda. O parlamentar tinha conversas com o Partido Liberal. Mas a mudança de legenda não vingou e ele fica no MDB.

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