Ex-ministro da Justiça do Governo Dilma e ex-integrante do Ministério Público, o advogado Eugênio Aragão deixou, na tarde desta terça-feira, 19, a defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que prepara uma delação premiada.
A presença de Aragão na defesa era considerada uma garantia de repercussão nas declarações a serem feitas por Paulo Henrique, não apenas por conta dos vínculos dele, que, antes de se aposentar, chegou a subprocurador-geral da República, mas também por sua competência profissional.
Aragão divulgou uma nota oficial, em que deu um recado nítido.
Nesse texto, afirma que participa apenas de iniciativas jurídicas pautadas pela “absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”.
No comunicado, também menciona que eventual colaboração premiada só seria considerada diante da existência de “provas consistentes e inequívocas”, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas.
Nos meios jurídicos, essa nota foi considerada uma ducha de água fria sobre as revelações da provável delação de Paulo Henrique, que vinha sendo aguardada com expectativa inclusive por preceder a do próprio dono do Master, Daniel Vorcaro, que se encrencou nas negociações com a Procuradoria-Geral da República e avança em ritmo muito lento.