Na sua tentativa de retornar ao Buriti, o ex-governador José Roberto Arruda (foto) deu uma guinada na sua temática de campanha, de modo a diferenciá-la da esquerda.
Mantém, sim, as críticas aos governos anteriores e, assim como a oposição progressista, tenta colar a atual governadora Celina ao antecessor Ibaneis e ao caso Master.
Até cunhou o neologismo Celibaneis para falar dos rivais.
No entanto, segue agora o padrão de se diferenciar do criticismo da esquerda – afinal, segundo seus aliados, ela usa samba de uma nota só, apenas cobrando punições, investigações sobre o caso Master e pedindo cadeia para quem deu o rombo no BRB.
Arruda, ao contrário, propõe medidas e, com isso, alfineta a adversária ao insinuar que ela deveria ter se antecipado.
Assim, Arruda assegura que, ao tomar posse, empossará, ao mesmo tempo, professores e médicos aprovados em concurso, para “devolver a saúde aos tempos de Roriz, de Frejat e meu”.
Ensina como fazer obras, dizendo que fez mais de mil quando governador e avisando que “a pior obra é a que fica parada, pior até do que a que leva tempo indefinido para acabar”.
Isso tudo, claro, dizendo que Celina copia suas peças de publicidade.