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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Erika cobra pressão contra jornada de trabalho

O que enfureceu Érika foi que a também deputada Bia Kicis e o PL pediram vistas. Com isso, reclamou, “Bia e o PL atrasaram o avanço do fim da jornada 6×1”.

Eduardo Brito

16/04/2026 18h35

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Érika Kokay crédito Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Candidata ao Senado pelo PT, a deputada brasiliense Érika Kokay (foto) fez um apelo por pressa para votar, o quanto antes, o projeto de lei que muda a jornada de trabalho, vista pelo Planalto como decisiva para a campanha eleitoral deste ano.

O projeto, associado diretamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acaba com a escala 6 por 1, reduz a jornada para 40 horas semanais e, destaca Érika, “garante dois dias de descanso a cada sete sem cortar salário”.

O que enfureceu Érika foi que a também deputada Bia Kicis e o PL pediram vistas. Com isso, reclamou, “Bia e o PL atrasaram o avanço do fim da jornada 6×1”.

Para Érika, “querem empurrar a decisão para depois das eleições, com medo de enfrentar trabalhadores e trabalhadoras, o que é covardia pura”.

O projeto ainda tem uma jornada pela frente. Embora esteja em regime de urgência constitucional, o que, em tese, exige exame pela Câmara e pelo Senado em 45 dias cada um, precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça, além do plenário, em cada Casa, o que exige negociação, discussão e, muito provavelmente, estudo de grande número de emendas.

Ainda por cima, a reação dos assalariados está surpreendendo o Planalto.

Os beneficiários da emenda, mostram todas as pesquisas, não pretendem descansar ou ampliar o lazer. Querem fazer bicos nas novas horas vagas.

Isso pode ter relação com o endividamento ou apenas elevar um pouco a renda. Assim, não se traduz necessariamente em votos para o governo e o PT.

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