Mesmo sem público, distritais voltaram a ocupar a tribuna da Câmara Legislativa (foto) na tarde desta terça-feira, 6, para falar das eleições, claro. O primeiro a se pronunciar foi Rogério Morro da Cruz (PSD), que agradeceu, principalmente, à população de São Sebastião e do Jardim Botânico.
Com mais um mandato pela frente, o distrital comemorou: “Ser reeleito é motivo de muita alegria para um piauiense do sertão que, aos 14 anos de idade, veio morar, inicialmente, em Planaltina”. No DF, ele trabalhou como porteiro de condomínio e vigilante, entre outras ocupações.
Por sua vez, o Pastor Daniel de Castro (PP) abriu o discurso afirmando que “reeleição não representa continuidade, mas a renovação de uma responsabilidade”. “Passamos pelo crivo das urnas e da opinião pública, pois foram 45 dias de campanha, olho no olho, pé no chão, e eu praticamente dobrei os votos em relação à última votação”, alegrou-se Pepa, nome político de Pedro Paulo de Oliveira (PP).
Mais antigo distrital, Chico Vigilante (PT) lembrou: “Estou indo para meu sexto mandato de deputado distrital, morando no P Sul (Ceilândia) e casado com a mesma mulher”. Já Thiago Manzoni (PL) celebrou o que chamou de “surra da direita nas eleições”. Ele argumentou que a direita fez as maiores bancadas no Distrito Federal e no Brasil, “dando um recado claro da população brasiliense e brasileira”. Agradeceu ainda aos mais de 90 mil eleitores que votaram nele para a Câmara dos Deputados.
Deixando o parlamento local como o mais votado para também ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Fábio Félix (PSOL) avaliou que os 224.224 votos recebidos foram “resultado de um trabalho sério de fiscalização e defesa dos Direitos Humanos”. Acrescentou não ter cometido “estelionato eleitoral”, enfatizando que as pautas defendidas na campanha “foram as mesmas do mandato”.