A partilha de R$ 3.343.728,45 do Fundo Eleitoral pelo Diretório Nacional do PT entre os candidatos a deputado federal na capital deflagrou uma crise interna, gerada pela falta de critérios claros. Dados do TSE mostram forte concentração: Rosilene Corrêa lidera com R$ 1.305.800,00 (39,05%), quase o dobro de Ruth Venceremos, suplente de Erika Kokay, que obteve R$ 746.500,00 (22,33%).
O abismo financeiro atingiu quadros históricos. O ex-governador Agnelo Queiroz (foto) recebeu apenas R$ 198.250,00 (5,93%), mesma cota padrão destinada a Marivaldo, ex-secretário do Ministério da Justiça, e ao ex-deputado Roberto Policarpo.
A disparidade também fragmentou o campo feminino: enquanto Rosilene assegurou seus R$ 1,3 milhão, Vanessa é o Bicho recebeu R$ 443.603,45 (13,27%) e a ex-reitora Márcia Abrão ficou com R$ 253.075,00 (7,57%) — menos de um quinto da verba da líder do rateio.