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Do Alto da Torre
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Damares quer alterar o Desenrola e aponta “ponto cego”

A correção foi feita pela senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, afirmando que o erro decorre de “uma miopia da equipe econômica”.

Eduardo Brito

13/05/2026 18h21

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O “Novo Desenrola Brasil”, uma das principais vitrines de crédito da atual gestão, chegou ao Congresso com uma lacuna estrutural.

A correção foi feita pela senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, afirmando que o erro decorre de “uma miopia da equipe econômica”.

Em nome da oposição, Damares apresentou emenda que, segundo ela, deve frear a “porta giratória” do endividamento brasileiro.

Na avaliação da parlamentar, o governo focou no alívio imediato — limpar o nome do devedor —, mas ignorou o “dia seguinte”.

O texto original da MP, desenhado pelo Ministério da Fazenda, até prevê a destinação de recursos para ações de educação financeira, mas peca ao não estabelecer nenhum mecanismo que garanta que o cidadão socorrido realmente acesse esse conhecimento.

“Em resumo”, disse a senadora, “o governo abriu o caixa, mas não exigiu contrapartida comportamental”.

É exatamente nesse ponto cego que a emenda da oposição atua.

Se aprovada, a proposta altera a dinâmica do programa para o longo prazo, inserindo o que os economistas chamam de “fricção positiva”, com o que Damares apelidou de trava anticalote: o socorro imediato de limpar o nome continua garantido, mas, se o consumidor quiser voltar a tomar um novo empréstimo na mesma instituição financeira no futuro, ele será obrigado a apresentar o comprovante de conclusão de um curso online de educação financeira básica a ser ministrado pelos bancos para todos os clientes que renegociarem suas dívidas.

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