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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Damares faz apelo a Moraes para que renuncie

ministro Alexandre, pelo bem da nação, pelo bem da República, renuncie ainda hoje

Eduardo Brito

01/09/2026 19h30

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Damares pede renúncia de Xandão crédito Geraldo Magela/Agência Senado

A senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, foi à tribuna (foto) nesta terça-feira, 1º de setembro, para fazer um apelo a Alexandre de Moraes para que renuncie à cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal em até 24 horas.

Ela se antecipou, na verdade, a pedido semelhante feito pelo presidenciável Flávio Bolsonaro.

Damares disse que as descobertas feitas nos contratos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do falecido Banco Master, “expõem uma fratura exposta na nossa República”.

Segundo Damares, “registros indicam que o ministro Alexandre de Moraes teria atuado diretamente na edição de uma minuta de contrato milionário de R$ 131 milhões, firmado entre o escritório da sua própria esposa e o banqueiro Daniel Vorcaro”.

Nesse ponto, Damares dirigiu um “recado para o ministro Alexandre”.

Disse: “Ministro, já tem dois pedidos de impeachment protocolados agora à tarde, um assinado pelo senador Carlos Viana, um assinado por deputados, e eu estou aqui elaborando o meu também, ministro. Mas eu acho que V. Exa. poderia evitar todo o trabalho dos parlamentares, da sociedade brasileira, porque eu acho que este Senado vai receber hoje uma enxurrada de pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes”.

Como seria? “Ministro Alexandre, pelo bem da nação, pelo bem da República, renuncie ainda hoje à tarde, pois essa seria a melhor notícia que o Brasil esperaria”, concluiu.

Impeachment, nem pensar, avisa senador

Nessa altura, o veterano senador Oriovisto Guimarães, grande empresário e que nem concorre à reeleição, resolveu colocar ordem no debate.

Disse que gostaria muito de concordar com Damares, mas que não havia chance.

“Não teremos impeachment nenhum de ninguém neste Senado. Este Senado não vai fazer impeachment, nunca fez e nunca fará impeachment de ministro de Supremo Tribunal. É que há um acordo tácito”, completou.

“Eles não julgam os parlamentares que têm problemas lá, e os parlamentares de cá não criam problemas para os ministros de lá. E assim o Brasil segue.”

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