Com base em documentos do próprio Ministério da Previdência, a senadora brasiliense Damares Alves, do Republicanos, expôs a fragilidade na governança de regimes próprios e cobrou respostas para o avanço de operações de alto risco.
Só para lembrar, foram regimes próprios – como os do Rio de Janeiro, de Macapá e de diversas prefeituras interioranas – que se tornaram presas fáceis do Master.
Em um movimento de cobrança ao Palácio do Planalto, a oposição no Senado subiu o tom em relação à segurança das aposentadorias de servidores públicos de estados e municípios.
Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos, Damares citou documentos do próprio governo federal — oriundos do Ministério da Previdência Social e da Advocacia-Geral da União (AGU) — para expor um cenário de risco sistêmico que atinge cerca de R$ 6 bilhões em Regimes Próprios de Previdência Social.
Dados apresentados por Damares apontam que a equipe econômica do governo identificou o que classificou internamente como uma “febre”: uma migração massiva e atípica de recursos desses fundos para títulos de emissão bancária, especialmente Letras Financeiras (LF), entre 2023 e 2024.