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Do Alto da Torre
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Crescem punições pela Lei do Stalking

Leila Barros acredita que os números mostram que cada vez mais pessoas tomam conhecimento da legislação

Eduardo Brito

22/07/2024 20h03

Leila Barros. Reprodução

Líder da Bancada Feminina no Senado e autora da Lei do Stalking, a senadora brasiliense Leila Barros acredita que os números mostram que cada vez mais pessoas tomam conhecimento da legislação sancionada em 2021.

“Esses dados evidenciam a importância da Lei do Stalking e a necessidade de continuarmos trabalhando para proteger as mulheres. A conscientização é um passo fundamental, mas precisamos que o GDF implemente políticas públicas e ações concretas para garantir a segurança das vítimas. Os índices de violência contra as brasilienses estão crescendo de forma assustadora”, avalia Leila.

Os indiciamentos e condenações por conta do Stalking tem crescido sistematicamente. Leila fez as contas. O Distrito Federal é a terceira unidade da federação no ranking de casos de perseguição registrados a cada 100 mil mulheres.

Foram 2.283 casos em 2023, ante 1.925 denunciados em 2022, representando um crescimento de 18,6%. Conhecido como stalking, esse crime consiste na perseguição frequente, seja por meios físicos ou virtuais, causando medo e levando a uma restrição da privacidade e da liberdade da vítima. As vítimas geralmente modificam sua rotina e até mesmo se mudam de cidade para fugir do criminoso. É comum que elas também tenham medo de sair de casa, alterem os horários para sair, alternem a rota para chegar a algum lugar e troquem o número de telefone.

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