Até agora falharam todas as tentativas de composição das esquerdas na sucessão do Distrito Federal.
O PT invoca sua condição de majoritário para preservar a indicação do ex-distrital Leandro Grass, na prática já sacramentado pela federação que une o partido a PV e PCdoB.
Informalmente, os petistas dizem que ainda não preencheram a vaga de vice para permitir uma negociação com o PSB.
Entretanto, os defensores do candidato socialista ao Buriti, o ex-interventor Ricardo Cappelli, acreditam que a negociação não é essa.
Como está, os principais cargos majoritários ficariam com nomes já acolhidos pelo PT: o cabeça de chapa, uma das candidatas ao Senado, Érika Kokay, e a outra indicação, Leila Barros, do aliado PDT.
Do outro lado, o PSB teria de preencher sozinho os quatro postos majoritários — governador, vice e duas vagas ao Senado.
“Seria um desastre”, lamenta o ex-governador Cristovam Buarque, que não quer ver “essa divisão do campo progressista”.
Do jeito que está, prevê Cristovam, “estaríamos entregando as duas cadeiras de senador para a direita”.
Menor do que a federação petista, o PSB encara uma dificuldade adicional: em razão de animosidades anteriores, dificilmente a militância petista aceitaria votar em candidatos socialistas sem um acordo muito bem negociado.
O próprio Cristovam pretende se candidatar a deputado federal, mas o partido cogita lançá-lo ao Senado, cargo que ele já ocupou por dois mandatos.
Ele não se negará, mas sua aposta hoje é a Câmara dos Deputados.