Empenhado em construir uma frente para recolocar o PT na condução de uma ampla candidatura de esquerda nas próximas eleições, o ex-deputado Geraldo Magela tem se dedicado também a lembrar alianças do passado.
Foi à casa do ex-governador Benedito Domingos, historicamente ligado ao PP e ao eleitorado evangélico para, como ele diz, pagar uma dívida. Refere-se às eleições de 2002, quando Magela foi candidato a governador contra Joaquim Roriz, que disputava a reeleição, e chegou ao segundo turno.
Benedito Domingos, então vice-governador, também era candidato e na reta final, apoiou Magela contra Roriz, “Abandonei aquele pessoal com quem eu sempre me dei”, lembrou Benedito, hoje com 90 anos. Matreiro, fez uma gentileza final. Dirigindo-se a Magela, disse: “e, quer saber? Você ganhou aquela eleição. Mas roubaram de você”.
Perspectivas para Trump
Experiente, na véspera da renúncia do presidente Joe Biden à candidatura, Magela previa que, depois do atentado, Biden certamente seria derrotado. Entretanto, se os democratas trocassem o candidato, por quem quer que seja, o tiro que beneficiou Trump seria o motivo de sua derrota.
Com outro candidato, o tiro que foi positivo emum primeiro momento ajudou o Trump seria o motivo de sua derrota, porque ele é belicista, gosta de brigar o tempo todo e defende a violência. Agora, com Biden fora do jogo, Trump já acusou o golpe: disse que a vice Kamala Harris é a candidata mais fácil de ser derrotada. Vinda de Trump, já se entende a mensagem.
Derrotar a extrema-direita
Para a também petista Érika Kokay, começa a se desenhar o cenário para a eleição da primeira mulher presidente dos Estados Unidos.
Uma mulher negra, Kamala Harris, pode ter a oportunidade de derrotar a extrema direita norte-americana, representada por Trump e que, segundo a deputada brasiliense, “abraça todo tipo de preconceito”.