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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Corrida contra o Aleluia

Com o fim da janela partidária marcado para o dia 4 de abril, em pleno sábado de Aleluia, presidentes de partidos vivem dias intensos de articulação.

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 18h23

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o fim da janela partidária marcado para o dia 4 de abril, em pleno sábado de Aleluia, presidentes de partidos vivem dias intensos de articulação. O foco está na montagem das chapas proporcionais e na atração de nomes competitivos, em uma disputa silenciosa por filiações estratégicas.

A reta final tem sido marcada por conversas aceleradas, ajustes de última hora e muita movimentação nos bastidores. Até lá, o esforço é fechar as nominatas com equilíbrio e densidade eleitoral, condição essencial para quem quer chegar competitivo à próxima disputa.

Veterano em campanhas eleitorais e ex-candidato a senador, Chico Sant’Anna calculou já que o quociente eleitoral para Brasília será de 207 mil votos. Como cada legenda ou federação só pode registrar nove candidatos — o número é calculado com base no número de vagas —, a média a se esperar desses inscritos vai perto de 23 mil votos, teto que poucos conseguiram nas últimas eleições.

Em 2022, por exemplo, só dez atingiram esse patamar. Vem daí a necessidade de encontrar bons puxadores, o que aconteceu nesse ano, quando os campeões de voto Bia Kicis, Fred Linhares e Érika Kokay garantiram o quociente a seus partidos e ainda a eleição de ao menos um colega de nominata, cada.

Ex-deputado tenta reforçar Democrata

Quem está organizando, no Distrito Federal, a chapa do Democrata, nova reencarnação do Partido da Mulher Brasileira, é o ex-deputado federal Luís Miranda, único a se eleger até hoje fazendo campanha a partir dos Estados Unidos, onde morava.

Hoje, morando na capital, Miranda estabeleceu boas relações com a presidente nacional do partido, Suêd Haidar Nogueira, e tenta, agora, articular sua nominata. A presidente regional do Democrata, Natália Miranda, é profissional muito qualificada e mulher de Luís Miranda.

O objetivo da dupla é conseguir eleger dois deputados federais e ao menos três distritais. Por isso, o Democrata está recrutando candidatos com potencial de votos — seja nomes já testados nas urnas, seja vinculados a entidades que garantam votos, seja influenciadores digitais com bom número de seguidores.

Já assinaram ficha de filiação o distrital Jorge Vianna, com potencial para obter 30 mil votos, o próprio Luís Miranda, que imagina ter ao menos 15 mil, principalmente da Polícia Civil, mais o Guarda Jânio (foto), suplente de distrital que conseguiu assumir o cargo, com uns 10 mil já testados.

A eles se somam vários filiados cujos nomes serão divulgados só no dia 4, por conta da competição entre os partidos. São esperadas várias adesões de lideranças da Saúde, entre sindicalistas e representantes de segmentos da área.

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