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Do Alto da Torre
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Contas do BRB afastam risco de quebra

Desde novembro à frente do BRB, Nelson afirma que o banco está sólido e que avalia alternativas para assegurar a saúde financeira, como a obtenção de um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos.

Eduardo Brito

03/02/2026 18h38

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Foto para a abertura Nelson de Souza, presidente do BRB. Crédito Agência Brasília

O presidente do Banco de Brasília, Nelson de Souza (foto), fez as suas contas. Delas, tirou uma certeza: o BRB não vai quebrar.

Desde novembro à frente do BRB, Nelson afirma que o banco está sólido e que avalia alternativas para assegurar a saúde financeira, como a obtenção de um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos. Ele se baseia, para justificar essa tranquilidade, nos números reais – em oposição às especulações que vêm sendo feitas nas últimas semanas e que apresentam nítido viés político.

Na verdade, afirma, o único número certo é o que consta da determinação do Banco Central para se destacar um provisionamento de R$ 2,6 bilhões em razão das operações ocorridas com o Banco Master.

Com isso, Nelson justifica: “o único documento que traz um número é justamente esse, o primeiro termo de comparecimento que recebemos do Banco Central, no dia 7 de janeiro de 2026, em que ele define que devemos provisionar R$ 2,6 bilhões”. Esse é o único número certo que existe.

Significa pouco diante do volume. Afinal, lembra, “o BRB conta hoje com R$ 80 bilhões de ativos, R$ 6,5 bilhões de patrimônio de referência e R$ 4,5 bilhões de patrimônio líquido”.

Quando o Banco Central define uma provisão, como foi o caso, o banco coloca capital, caso necessário. “Pelo ponto de vista do patrimônio que temos, para um provisionamento de R$ 2,6 bilhões, seria necessário um capital, talvez, de R$ 1,2 bilhão”, calcula Nelson.

Para o BRB, não seria um problema. E, mais do que isso, “independentemente do número final, o banco está robusto: além dos números que já mencionei, temos quase 30 bilhões de depósitos judiciais”.

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