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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Competição retarda crescimento do MDB

O jogo é tão difícil que o distrital Daniel Donizet deverá buscar uma cadeira na Câmara Federal, apostando nas chamadas “sobras”

Eduardo Brito

16/03/2026 18h09

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Distrital Jaqueline Silva crédito Andressa Anholete / Agência CLDF

Partido do governador, maior bancada na Câmara Legislativa e com controle da máquina, o MDB em tese tem condições para fortalecer suas chapas para eleições proporcionais no Distrito Federal. Mas, por paradoxal que pareça, por essas mesmas razões a nominata do partido encontra problemas.

Isso acontece porque o próprio comando partidário, sentindo-se otimista, projeta uma bancada de quatro distritais para a próxima eleição. Para isso, o MDB diz que está consolidando sua força política e se destacando na construção de uma nominata robusta tanto para a Câmara Federal quanto para a Câmara Legislativa.

No entanto, a expectativa é inferior ao tamanho atual, com Jaqueline Silva (foto), Iolando, Welington Luiz, Hermeto e Daniel Donizet, além de incluir figuras de potencial eleitoral, como Marcela Passamani, Telma Rufino e Cristiano Araújo.

O jogo é tão difícil que o distrital Daniel Donizet deverá buscar uma cadeira na Câmara Federal, apostando nas chamadas “sobras” e abrindo espaço para novas configurações na chapa distrital. Prevendo problemas, a distrital Jane Klebia já procurou outro pouso. O mesmo pode fazer Cristiano.

Para complicar, há outros secretários pensando em se candidatar pelo mesmo MDB, o que acirraria ainda mais a disputa.

Veto a quem tem voto

O partido Mobiliza — novo nome do Partido de Mobilização Nacional — adotou compromisso de não lançar candidatos que já possuam mandato na próxima eleição distrital. Segundo fontes internas, o trio composto pelos ex-distritais Reginaldo Sardinha, Tabanez e Raad Massouh selou um “acordo de cavalheiros” que garante a eles o poder de veto caso nomes com mandato tentem ingressar na legenda.

Essa estratégia visa fortalecer a base atual e garantir que a disputa ocorra em pé de igualdade entre os filiados, mantendo a coesão do grupo. O PMN é antigo, data da Constituinte, mas nunca formou uma bancada onde quer que seja.

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