A senadora brasiliense Damares Alves admitiu, da tribuna, que a bancada oposicionista da capital precisava usar truques para driblar a hostilidade do governo Lula. Deu como exemplo a briga de sempre pelos reajustes das forças de segurança, que dependem de verbas federais.
“Houve momentos em que eu e Izalci” – em uma referência a ela própria e ao colega de bancada Izalci Lucas, ambos de oposição ao PT – “não podíamos aparecer, e vocês sabem o motivo, porque uma decisão dessas também envolve ingredientes políticos”.
Nesse momento, precisavam do amparo da também senadora Leila Barros, do PDT, “que tinha condições de sentar com o Governo e de dialogar por estar na base do Governo, e nós confiávamos nela. E com Leila nós ficamos extremamente confortáveis. Participamos de tudo. Teve hora que era assessoria técnica com ela, tinha hora que a gente não podia aparecer, apesar de que Izalci aparecia, gritava, berrava, mas foi uma construção de maturidade”.
Damares cumprimentou a companheira de bancada pela forma com que conduziu os debates, “ouvindo todo mundo, ouvindo todos os lados”.
Para Damares, houve aí uma falta de enfoque, pois, para ela, o reajuste das forças de segurança “não é lutar por remuneração, é por garantia de direitos, pois nós temos a melhor força de segurança do Brasil, homens e mulheres valorosos”.
O reajuste saiu.