Em ao menos três cidades brasilienses, a bipolarização entre candidatos pode trazer problemas à sua representação na Câmara Legislativa. O melhor exemplo é São Sebastião.
Tradicionalmente, a cidade elege ao menos um distrital, nele concentrando a maioria de seus votos. É também a mais inconstante: quase sempre esse representante muda de uma eleição para outra.
Esse risco ocorre agora mais uma vez, com a disputa entre os dois Rogérios: o Rogério Ulysses, que já foi distrital, e o Rogério Morro da Cruz, que está no cargo. Hoje, Ulysses está com Arruda e Morro da Cruz com Ibaneis.
Mas existe um risco aí. Se os votos se dividirem demais e houver dispersão com candidatos de fora, não seria impossível que São Sebastião fique sem representante na Câmara.
O mesmo perigo existe em Planaltina. O eleitorado de lá é muito maior que o de São Sebastião, mas, por outro lado, costuma dividir-se muito mais.
Existe também uma polarização entre o atual distrital Pepa, nome político de Pedro Paulo, e o secretário de Cultura, Cláudio Abrantes, que já exerceu dois mandatos. O risco aí está em que os dois concorrem na mesma vertente, a de Ibaneis, o que abre caminho para candidaturas de outros matizes.
Se a fragmentação for grande demais, pode haver enfraquecimento de todos. E há ainda o problema do Guará. Apesar de populosa, nem sempre a cidade contou com um distrital, pois sua proximidade com o Plano Piloto facilita caminho para nomes de fora.
Hoje, a distrital Dayse Amarílio concorre com força, apostando no perfil de guaraense da gema, mas também está exposta a adversários de todas as correntes políticas, que são bem representadas na cidade.