Decisão tomada pelo Cidadania após o retorno do grupo comandado por Roberto Freire revalidará a federação do partido com o PSDB, decisão contestada pela ala dissidente. A nova federação, que deve ser anunciada ainda hoje, surgirá com 25 deputados, reunindo as bancadas dos dois partidos.
A federação terá ainda três senadores, todos originários do PSDB. A presidência caberá a um tucano, o deputado Aécio Neves (foto), e a vice será do também deputado Alex Manente, do Cidadania, que assume o partido por indicação de Roberto Freire. No Senado, o líder tucano é o amazonense Plínio Valério.
Dissidentes seguirão rumos diferentes

A antiga ala majoritária do Cidadania, que assumiu durante o período de afastamento de Roberto Freire, fará nesta sexta-feira, 6, sua própria convenção. Não aceitará a manutenção da aliança com os tucanos, mas está consciente de que a palavra final caberá à Justiça.
Na verdade, todo esse processo já está judicializado, tanto que Freire só retornou por decisão do ministro Gilmar Mendes. Essa ala tem mais tendência a apoiar o governo Lula, mas seus integrantes poderão tomar rumos diferentes.
No Paraná, por exemplo, devem ir para o PSD do governador Ratinho Júnior. No Distrito Federal, em que era majoritária a tendência de se formar uma federação com o PSB, o mais provável é que seus integrantes se filiem, em bloco, a esse partido. Conta com trunfos relevantes para a eleição do ano que vem, como o ex-senador e ex-governador Cristovam Buarque.