A governadora Celina Leão reuniu, na tarde desta segunda-feira, 5, presidentes de partidos que estarão a seu lado no segundo turno. Estavam lá dirigentes de União Brasil, PL, Republicanos, Podemos, PRD, Solidariedade, Democracia Cristã, Mobiliza, Democrata e PSD. Com o PP, que ela própria preside, a frente reúne 12 legendas.
Estavam também o vice, Gustavo Rocha, as senadoras eleitas Bia Kicis e Michelle Bolsonaro e os novos deputados Thiago Manzoni e Victor Jansen. Segundo Celina, é um grupo que não se separou em momento nenhum.
Conversa premonitória
Dois dias antes da votação, a governadora Celina Leão aproveitou uma conversa sobre a imprensa para avisar que seu número eleitoral era o 11. Afinal, disse ela, suas companheiras de chapa usavam o padrão 22. Claro, Celina é do PP, enquanto Michelle Bolsonaro e Bia Kicis concorreram pelo PL. O número das duas acabou obtendo muito mais divulgação.
Não deu outra. Ao todo, na votação para governador, 26.603 votos foram dados ao número 22, que pertence ao PL, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Foram anulados, porém, pois o PL apenas faz parte da coligação de Celina, cujo número na urna foi o 11, do Progressistas.
Celina não foi reeleita no primeiro turno por 168 votos. Após a reunião com os partidos, contou que muitos eleitores reclamaram de que a urna estava errada, mas a verdade é que houve pouca divulgação do número correto.
O resultado, comentou ela, é que sua chapa elegeu as duas senadoras, a maioria da bancada federal e dois terços da Câmara Legislativa, enquanto ela chegou perto da vitória e perdeu por uma questão de dígitos.
Apoio de Izalci

Eleito deputado federal, o atual senador Izalci Lucas procurou a governadora Celina Leão para lhe dar apoio no segundo turno. Izalci apoiou Arruda, mas admitiu a Celina que “agora não dá, pois com o PT não tem acerto”.