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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Cassinos passam por pouco

Foram 14 votos favoráveis contra 12 contrários, incluindo o do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que é contrário à iniciativa

Eduardo Brito

20/06/2024 18h54

Marcos de Oliveira/Agência Senado

Apenas um senador brasiliense, Izalci Lucas, votou contra a decisão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal que aprovou em uma votação apertada, o projeto de lei que autoriza o funcionamento de cassinos e bingos no Brasil, legaliza o jogo do bicho e permite apostas em corridas de cavalos.

Foram 14 votos favoráveis contra 12 contrários, incluindo o do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que é contrário à iniciativa por considerar que ela trará muitos prejuízos às famílias e nenhum retorno para a Amazônia.

Foi a mesma posição adotada pelos senadores Alessandro Vieira, Eduardo Girão e Izalci Lucas. As duas outras senadoras do Distrito Federal, Leila Barros e Damares Alves, não votaram por não fazerem parte da comissão. Na verdade, antes da votação, um cálculo dava derrota da iniciativa por um voto.

Mas dois senadores da lista de eventuais opositores não apareceram por lá. Plínio Valério resumiu os argumentos contrários: “a promessa de que os cassinos irão gerar turismo e arrecadação no Amazonas é ilusória.

Se fosse verdade, nossos recursos naturais já atraíram turistas em massa. A realidade é que o dinheiro gasto em apostas é o mesmo que deveria ser usado para comprar pão, remédios e outras necessidades básicas, mas que o vício acaba desviando para outros caminhos”, afirmou o senador amazonense.

A bancada governista, inclusive o líder do Planalto, Jaques Wagner, votou majoritariamente a favor. Os dois principais defensores da medida foram os senadores Irajá, (PSD-Tocantins) e Rogério Carvalho (PT de Sergipe).

O projeto, aprovado na CCJ, segue agora para votação em Plenário, com o voto de todos os 81 senadores. Com a aprovação na comissão, a medida permite a prática de jogos de cassino, jogos de bingo, de videobingo, jogos on-line, jogo do bicho e apostas em corridas de cavalo. O projeto encerra uma proibição que começou por uma lei de 1946, que barrava a exploração de jogos de azar em todo o país.

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