Pesquisa qualitativa realizada por pesquisadores do Ceub, por meio de análise de artigos científicos sobre a temática, concluiu que a capivara não representa perigo em relação à transmissão de doenças para seres humanos e animais domésticos.
Segundo trabalho realizado no Centro Universitário de Brasília (CEUB) e revelado pelo pesquisador Chico Sant’Anna, ex-candidato a senador pelo PSOL, as capivaras, que ocupam 25% da orla do Lago Paranoá, têm pouca relação com infestação de carrapatos, não sendo ele o principal hospedeiro nem o vetor principal de zoonostes.
Pelo contrário, as capivaras) ajudam a manter o equilíbrio do ecossistema e seu aumento da ocupação em áreas urbanas se deu pela ausência do fluxo humano durante a pandemia. O aumento populacional de capivaras no Distrito Federal, com os bandos habitando principalmente a orla do Lago Paranoá, divide opiniões.
Apesar dos questionamentos sobre a transmissão de doenças, estudos técnicos de Medicina Veterinária minimizam esses riscos e revelam que esses animais contribuem para o equilíbrio do ecossistema aquático.
As capivaras auxiliam na manutenção da qualidade da água do Lago e garantem a sustentabilidade ambiental da região, grande parte em decorrência da dieta delas que consiste principalmente de capim, sobretudo encontrado em áreas alagadas, e de cascas e folhas de arbustos. Pelos dados do Instituto Brasília Ambiental, que monitora das capivaras, de 300 a 400 indivíduos formam a manada existente em todo o DF. Uma quarta parte delas habita a orla do Lago Paranoá.
De acordo com o biólogo Thiago Silvestre, do Ibram, elas foram especialmente beneficiadas pela desocupação das franjas de preservação ambiental de 30 metros, criada pela legislação ambiental. Assim, elas ganharam um trânsito livre nas margens do Lago Paranoá.