Três dos quatro distritais do MDB que romperam com a direção do partido apareceram nesta terça-feira, 9, na Câmara Legislativa. Apenas Daniel Donizet não participou da sessão.
O presidente da Casa, Wellington Luiz (foto), que vinha sendo alvo de críticas do grupo dissidente, recebeu manifestações de solidariedade de parlamentares de diferentes correntes políticas, incluindo Gabriel Magno, do PT, e Fábio Félix, do PSOL.
Com a presença da maioria dos deputados em plenário, a Câmara conseguiu avançar na votação da proposta mais polêmica em tramitação: o pacote de socorro ao Banco de Brasília, o BRB.
O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis, 9 contrários e uma abstenção. Até mesmo o distrital Daniel de Castro, que estava afastado para tratamento médico, compareceu para participar da votação.
Todos os deputados do MDB, independentemente das divergências internas, votaram a favor da proposta. Os votos contrários vieram dos parlamentares do PT e PSOL, além de Paula Belmonte, Dayse Amarilio, Rogério Morro da Cruz e Jorge Vianna.
Thiago Manzoni, Daniel Donizet e João Cardoso, apesar de integrarem a base governista, não compareceram à sessão.
Já a deputada Doutora Jane optou pela abstenção. Mesmo alinhada ao governo, afirmou que “em momento nenhum, tive segurança para dar esse voto”.
A crise interna do MDB ficou restrita ao partido e deve ter desdobramentos ainda nesta semana, quando o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, deverá analisar o caso.
Votada lei que garante carreira do funcionalismo
A sessão também aprovou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica apresentada pelo deputado Gabriel Magno, do PT.
O texto reconhece os integrantes da carreira de Políticas Públicas e Gestão Governamental como categoria típica de Estado e assegura independência funcional no exercício de atividades ligadas à formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas.
Representantes da carreira acompanharam a votação nas galerias da Câmara e receberam apoio de parlamentares que ocuparam a tribuna durante os debates.
Outras categorias também estiveram presentes, entre elas servidores da Procuradoria-Geral do DF, do Instituto de Medicina Legal e da área de assistência à saúde.
Apesar da mobilização, o prazo para votação de projetos de reestruturação de carreiras foi encerrado em razão do calendário eleitoral.