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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Câmara aprova projeto do Banco de Brasília

Proposta de socorro ao BRB foi aprovada por margem apertada após sessão marcada por disputas políticas.

Eduardo Brito

09/06/2026 20h52

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Wellington Luiz crédito João Pedro / Agência CLDF

Três dos quatro distritais do MDB que romperam com a direção do partido apareceram nesta terça-feira, 9, na Câmara Legislativa. Apenas Daniel Donizet não participou da sessão.

O presidente da Casa, Wellington Luiz (foto), que vinha sendo alvo de críticas do grupo dissidente, recebeu manifestações de solidariedade de parlamentares de diferentes correntes políticas, incluindo Gabriel Magno, do PT, e Fábio Félix, do PSOL.

Com a presença da maioria dos deputados em plenário, a Câmara conseguiu avançar na votação da proposta mais polêmica em tramitação: o pacote de socorro ao Banco de Brasília, o BRB.

O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis, 9 contrários e uma abstenção. Até mesmo o distrital Daniel de Castro, que estava afastado para tratamento médico, compareceu para participar da votação.

Todos os deputados do MDB, independentemente das divergências internas, votaram a favor da proposta. Os votos contrários vieram dos parlamentares do PT e PSOL, além de Paula Belmonte, Dayse Amarilio, Rogério Morro da Cruz e Jorge Vianna.

Thiago Manzoni, Daniel Donizet e João Cardoso, apesar de integrarem a base governista, não compareceram à sessão.

Já a deputada Doutora Jane optou pela abstenção. Mesmo alinhada ao governo, afirmou que “em momento nenhum, tive segurança para dar esse voto”.

A crise interna do MDB ficou restrita ao partido e deve ter desdobramentos ainda nesta semana, quando o presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, deverá analisar o caso.

Votada lei que garante carreira do funcionalismo

A sessão também aprovou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica apresentada pelo deputado Gabriel Magno, do PT.

O texto reconhece os integrantes da carreira de Políticas Públicas e Gestão Governamental como categoria típica de Estado e assegura independência funcional no exercício de atividades ligadas à formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas.

Representantes da carreira acompanharam a votação nas galerias da Câmara e receberam apoio de parlamentares que ocuparam a tribuna durante os debates.

Outras categorias também estiveram presentes, entre elas servidores da Procuradoria-Geral do DF, do Instituto de Medicina Legal e da área de assistência à saúde.

Apesar da mobilização, o prazo para votação de projetos de reestruturação de carreiras foi encerrado em razão do calendário eleitoral.

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