Quando o então governador Ibaneis Rocha se reelegeu no primeiro turno, em confronto com o mesmo Leandro Grass que concorre este ano, seu principal coordenador político comentou: “Foi por um cabelinho de sapo, mas levamos”. Agora haverá segundo turno, igualmente por um cabelinho de sapo.
Existe apenas uma reversão de “cabelinho de sapo” em segundo turno no Brasil, ocorrida em Minas Gerais, nos anos 90. Mas ocorreu. A lição é que reversões são tecnicamente possíveis, embora sejam raras quando a margem é maior.
De todo jeito, o Distrito Federal terá nova eleição pela frente. Celina precisa apostar na rejeição do PT e em seu alto índice de aprovação.
Agora alvo é o Supremo
Logo após garantir sua vaga no Senado, Bia Kicis apareceu pintada para a guerra. Avisou que sua vantagem se deve a uma união de mulheres, mas, principalmente, à “necessidade de pacificação do País”.
Explicou o que isso significa para ela: um ponto final na postura atual do Supremo Tribunal Federal e no comportamento errático e autoritário dos atuais ministros. Como a direita terá ampla maioria no Senado, isso fica bem mais próximo.
A direita terá, no mínimo, 45 senadores, dos quais 26 do PL bolsonarista. O impeachment de ministros ficou muito mais próximo.