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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Buriti muda líder na Câmara Legislativa

Pepa é visto como mais ameno do que Hermeto, por sua vez dono de perfil belicoso.

Eduardo Brito

28/05/2026 18h07

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Pepa crédito Andressa Anholete / Agência CLDF

O Palácio do Buriti tem, desde esta quinta-feira, 28, um novo líder na Câmara Legislativa.

Sai o distrital João Hermeto, do MDB, indicado pelo ex-governador Ibaneis Rocha, e entra, avalizado pela sucessora Celina Leão, o distrital Pedro Paulo (foto), mais conhecido pelo nome eleitoral Pepa.

Pertencente ao mesmo partido de Celina, o PP, o novo líder tem fama de ser um algodão entre cristais, mantendo interlocução com todos os colegas distritais, o que pode aplainar o caminho para o governo.

Afinal, o que se espera de um líder governista é justamente conduzir o diálogo com a base aliada, articular votações e defender os projetos prioritários da administração.

Pepa é visto também como mais ameno do que Hermeto, por sua vez dono de perfil belicoso e, por isso mesmo, mais aguerrido na defesa da pessoa do governador.

Celina torna claro que sua expectativa é que o novo líder consiga baixar o tom nos enfrentamentos com a oposição, desviando a temática de questões confrontacionais – como o caso BRB – e assim acelerando a tramitação de propostas de alcance estratégico.

Wellington dá aval e nega racha no MDB

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Welligton Luiz crédito Felipe Ando / Agência CLDF

Embora a escolha de líder do governo seja uma óbvia prerrogativa do Buriti, Celina fez questão de, ao fazer a troca, ouvir o presidente regional do MDB, Wellington Luiz.

Pesou também, é evidente, o fato de Wellington (foto) ser o presidente da Câmara Legislativa.

Não houve problemas de diálogo, inclusive porque Wellington já declarou compromisso com a chapa de reeleição da governadora.

O presidente do MDB aproveitou para negar que o partido esteja vivendo um momento de racha entre seus integrantes, mesmo após os desentendimentos públicos entre Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado pela legenda, e a própria Celina Leão.

Segundo Wellington, “não há racha no partido, mas apenas uma divergência e isso é matéria superada”.

De acordo com ele, “O MDB está unido e focado em eleger dois deputados federais e o nosso ex-governador Ibaneis Rocha senador.”

Questão é distribuir espaços

Falando como presidente do MDB, Wellington Luiz avaliou que está ocorrendo uma distribuição de espaços e que isso não significa que a aliança com a governadora Celina Leão está ameaçada.

“O MDB tem que estar na chapa da Celina e sua vaga será majoritária. Teremos uma vaga de senador para o nosso partido e outra para o PL – que tem como pré-candidatas ao Senado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis” – completou Wellington Luiz.

Na verdade, essa postura não é a solução, mas o problema.

Desde que Ibaneis reuniu seu partido para pressionar Celina, sabe-se que o desafio é conviver com três candidatos para as duas vagas de senador.

Antes de deixar o cargo, Ibaneis tentou negociar com o PL a indicação de apenas um nome pelo partido, evitando a concorrência interna.

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, até aceitou a ideia, mas a própria Michelle Bolsonaro resistiu e, mais tarde, endossou as pretensões de Bia Kicis a entrar no jogo.

Ibaneis tentou forçar Celina nesse sentido e deu no que deu.

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