Por unanimidade, os membros de um Grupo de Trabalho do Ministério da Educação aprovaram que a sede da futura universidade será em Brasília (DF). A criação de eventuais campus em outras regiões será discutida posteriormente, após a aprovação da lei que instituirá a Universidade Federal Indígena (Unind). Foi a primeira reunião desse grupo, que não perdeu tempo em definir a localização.
Também foi definido um cronograma de trabalho, com duas novas reuniões já agendadas para 10 e 16 de setembro, quando serão finalizados o projeto de lei e a exposição de motivos que fundamentará a proposta ao Congresso Nacional. Foi aprovada, ainda, após criação legal da universidade, aa criação de um comitê para auxiliar na implantação e construção das políticas acadêmicas. O encontro contou com 43 participantes e ampla presença de lideranças indígenas, consolidando mais um passo no processo de construção coletiva da instituição. Quando criada, o Brasil passará a ter 70 universidades federais.
Segundo o secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David, que preside o GT, a criação da Unind “é uma demanda histórica e fruto do trabalho coletivo e colaborativo entre diferentes povos e saberes, respeitando as especificidades culturais e linguísticas, consolidando espaços de resistência e transformação. É um projeto de educação superior que reafirma a diversidade como princípio e a autonomia dos povos, a partir de um modelo centrado na diversidade, na autonomia e na autodeterminação”.