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Do Alto da Torre
Do Alto da Torre

Bia Kicis vota contra o Vale-Gás

Na votação da medida provisória que fornece botijões gratuitos de gás

Eduardo Brito

03/02/2026 19h02

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Bia Kicis crédito Renato Araújo / Câmara dos Deputados

De um jeito ou de outro, a deputada brasiliense Bia Kicis consegue que se diga “sempre ela”. Chamou a atenção agora por ter sido a única parlamentar do Distrito Federal a votar contra o programa batizado como Vale-Gás.

Como a maior parte da bancada de direita, em especial a bolsonarista, Bia (foto) critica o projeto por julgá-lo demagógico e buscar meramente caçar votos. No entanto, mesmo os muitos deputados que pensam como ela evitaram confrontar a proposta do governo petista. Bia votou contra. Estava em absoluta minoria.

Na votação da medida provisória que fornece botijões gratuitos de gás – e que será certamente uma das bandeiras da campanha de Lula à reeleição – foram 415 votos de deputados a favor, só 29 contra e duas abstenções, num total de 447 parlamentares votantes.

Um grupo de 66 outros deputados não compareceu à votação, nenhum dos ausentes era representante do Distrito Federal. Em outras palavras, dos oito deputados brasilienses, sete votaram a favor. Só Bia Kicis, sempre ela, ficou contra.

Claro que a medida é paternalista. A Medida Provisória que a instituiu, de número 1313/25, assegura gás gratuito às famílias inscritas no CadÚnico e com renda mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo, que hoje dá R$ 759.

Pelas novas regras, a quantidade de botijões de 13 Kg de gás a serem retirados gratuitamente nas revendedoras cadastradas será de quatro por ano, para famílias de duas a três pessoas; e seis ao ano, para aquelas com quatro ou mais pessoas.

No Senado, a votação a favor da emenda também prevaleceu, mas até a oposicionista Damares Alves evitou ficar contra. “É claro que eu vou votar a favor, mas eu não podia deixar de me manifestar, pois se tem um partido inteligente e esperto no Brasil, é o PT”.

A Medida Provisória 1.313 era o que estava em pauta, mas tecnicamente o que nós tínhamos que estar votando aqui hoje era a conversão da medida provisória. Afinal, disse, o projeto extrapolou a proposta original da medida provisória e precisaria de uma revisão, mas seria muito antipático votar contra.

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