A deputada brasiliense Bia Kicis, sempre ela, iniciou uma campanha contra a neutralidade política.
De certa forma, Bia inverte uma equação que vem desde o começo da atual fase de polarização eleitoral.
Quando se fortaleceu o antipetismo e figuras como Jair Bolsonaro ganharam peso político, foi o PT que adotou ações cobrando definições.
Foi nessa época que o partido começou a criticar, por exemplo, os “isentões” – eleitores potenciais do partido que, chocados com as revelações da Lava Jato ou simplesmente cansados da era Lula-Dilma, passaram a buscar novos rumos e, perigo maior, votar em candidatos oposicionistas.
Agora, é o contrário.
Na constante caça aos indecisos, que há duas eleições presidenciais têm força decisória, Bia chama a neutralidade de “combustível da injustiça”.
Para a deputada, “em tempos de crise, o muro é o lugar dos covardes”.
Por isso, todos precisam pensar de que lado estão.
Para ela, só existem duas opções: “o lado de quem reclama e o lado de quem faz”.
São só essas as alternativas.
“Nós já escolhemos”, diz Bia Kicis (foto), “e somos o lado da família e da liberdade, sem medo”.