Contrastando com o Plano Piloto, que raramente elege um distrital exclusivamente com seus votos, as demais cidades do Distrito Federal já vivem batalhas acirradíssimas, em geral bipolarizadas, por candidatos que procuram manter suas cadeiras e preservar áreas de influência duramente conquistadas no passado.
Em seis cidades, existe forte polarização e, nelas, o clima já é de guerras campais. A mais ruidosa nesta pré-campanha está em São Sebastião, que tem votos para eleger só um distrital.
Um ex-ocupante do cargo, Rogério Ulysses, atrelou-se à campanha de José Roberto Arruda para desafiar o atual distrital Rogério Morro da Cruz. A briga de dois Rogérios virou luta pessoal, com o atual deputado acusando o antecessor de sequer residir mais na cidade.
Também vivem esse clima Santa Maria, onde a atual Jaqueline Silva enfrenta um candidato perpétuo, Daniel Radar, e Planaltina, onde Pepa, nome eleitoral de Pedro Paulo, tomou a cadeira de Cláudio Abrantes (foto), o Cristo da famosa Via Sacra local.
Sobradinho consegue abrigar dois distritais, Ricardo Vale, do PT, e João Cardoso, do PL, mas agora está em luta tríplice, com a tentativa de retorno de Raad Massouh, cassado há quase dez anos, mas mais vivo do que nunca.
Enfim, também há guerras em Taguatinga, entre o atual Daniel de Castro e o ex-Renato Andrade, e em Ceilândia, onde convivem Chico Vigilante e Max Maciel. Nelas, porém, há votos suficientes para todos e ainda sobra algum.