O plenário da Câmara Legislativa do DF aprovou projeto do deputado Iolando Almeida que visa a implantação de um aplicativo para auxiliar pessoas com deficiência visual nos pontos de ônibus.
O aplicativo deverá oferecer recursos de “VoiceOver” (ou seja, descrições audíveis do que está na tela) para que o usuário com deficiência visual possa ser orientado ao longo do trajeto com pontos de referência personalizados.
As funções ainda deverão ser ativadas por comando de voz e contar com o suporte de uma assistente virtual, a fim de garantir a autonomia do usuário com deficiência visual em todo seu percurso. Além disso, deverá conter também informações atualizadas em tempo real sobre a previsão de chegada do ônibus nos pontos de parada do Distrito Federal.
De acordo com o distrital, a aprovação do projeto é um importante passo para garantir a acessibilidade ao transporte público para pessoas com deficiência visual no Distrito Federal.
“Esse aplicativo vai contribuir para a maior autonomia, independência e qualidade de vida para as pessoas com deficiência visual, permitindo que elas planejem melhor seus trajetos e evitem longas esperas pelos ônibus”, explicou Iolando.
O transporte público ainda apresenta uma série de barreiras para as pessoas com deficiência visual, tais como a falta de informações precisas e atualizadas sobre a previsão de chegada dos ônibus nos pontos de parada, bem como a falta de recursos de orientação de trajeto acessíveis aos cegos. O aplicativo deverá prever a previsão de chegada do ônibus em tempo real: O aplicativo deve informar aos usuários a previsão de chegada dos ônibus nas paradas de transporte público.
Isso permitirá que as pessoas com deficiência visual planejem melhor seus trajetos e evitem longas esperas. Além disso, deve incluir recursos de comando de voz para orientação de trajeto com informações sobre trajetos, paradas e pontos de interesse.
De acordo com o IBGE, existem mais de 700 mil pessoas com deficiência visual no Brasil. No Distrito Federal, esse número é de cerca de 30 mil pessoas. O projeto agora segue para sanção do governador que terá um prazo de 15 dias para sanção ou veto. Após a sanção, o GDF terá 180 dias para implantar o serviço.