Sindicatos e militantes de partidos de esquerda intensificaram uma campanha nas redes sociais contra senadores que assinaram propostas alternativas à PEC que substitui a escala 6×1 por um modelo com dois dias de folga semanais.
No Distrito Federal, os principais alvos são os senadores Damares Alves e Izalci Lucas.
Ambos passaram a aparecer em montagens divulgadas na internet com frases como “Assinei a PEC do patrão, sou inimiga do trabalhador” ou “Assinei a PEC do patrão, sou inimigo do trabalhador”.
A mobilização também alcança parlamentares de outros estados que apoiaram textos diferentes da proposta defendida por centrais sindicais e movimentos ligados à esquerda.
O debate, porém, está longe de ser consenso.
Os próprios senadores argumentam que parte significativa dos trabalhadores possui modelos de remuneração que incluem comissões, gratificações, horas extras ou formas mais flexíveis de contratação.
Também citam categorias que atuam por conta própria, como motoristas de aplicativo e entregadores, como exemplos de profissionais que podem ter visões distintas sobre o tema.
“Perguntem aos profissionais com quem converso, como vendedoras comissionadas ou manicures”, desafiou nesta terça-feira, 9, uma das parlamentares alvo da campanha.
Enquanto o debate se intensifica nas redes sociais, o Senado deve analisar nos próximos meses as diferentes propostas relacionadas à jornada de trabalho, tema que ganhou espaço no centro da discussão política nacional.