Só para registrar, a chapa do PT para as eleições deste ano foi revelada em primeira mão por esta coluna, no site do Jornal de Brasília, logo após a reunião do Diretório, no início da noite de sábado, 16.
O PCdoB abriu mão de duas vagas na chapa de deputado federal e facilitou assim a acomodação de pré-candidaturas petistas.
Assim, o PT brasiliense tornou-se, na tarde do sábado (foto), o primeiro diretório regional a fechar suas chapas proporcionais.
O ex-governador Agnelo Queiroz estará na chapa de deputados federais, assim como Márcia Abrahão, ex-reitora da UnB, a drag queen Ruth Venceremos, Rosilene Correa, o ex-deputado Roberto Policarpo, Marivaldo Pereira e Vanessa Negrini, que deverá utilizar o nome eleitoral Vanessa é o Bicho.
Para surpresa geral, foi excluído o ex-deputado e ex-secretário Geraldo Magela, que chegou a ensaiar uma candidatura a governador.
Também foi fechada a chapa de candidatos a distrital, incluindo a ex-presidente da Câmara, Lúcia Carvalho.
Os atuais distritais do partido, a começar pelo veterano Chico Vigilante, concorrerão à reeleição.
Na chapa estará ainda Fabiano Trumpetista, conhecido por chatear Jair Bolsonaro, nos tempos em que era presidente, ao tocar a Marcha Fúnebre onde ele estivesse.
Majoritárias também
Além disso, o PT ratificou as candidaturas majoritárias de Leandro Grass, para o Buriti, e Érika Kokay, para o Senado.
Ambos, assim como Leila Barros, do PDT, serão anunciados formalmente neste dia 19.
Discurso pronto
Candidato do PT ao Buriti, Leandro Grass (foto) resumiu o discurso que vinha esboçando e que pretende usar como marco da campanha.

Dirá sempre que o BRB e os fundos dos aposentados serviram para alimentar o cofre do Master.
Daniel Vorcaro, dono do banco, usou essa grana para operar esquemas com a família Bolsonaro e outras figuras duvidosas.
Traça assim uma linha entre o caso Master e seus rivais no Distrito Federal, de modo a trazer para a capital a principal narrativa da campanha nacional de Lula.
A partir daí, insistirá em que foi o Banco de Brasília que acabou sendo jogado na lama para enriquecer a quadrilha do Master.
Como já disse Grass, “agora, a gente descobre que parte do dinheiro foi usada para financiar um filme que é pura propaganda política”.
E não é dinheiro privado pagando um filme privado, como disse o filho de Bolsonaro.
É dinheiro também do BRB e, consequentemente, da população do DF.
Sem falar, claro, dos fundos de previdência de aposentados, de vários estados, que foram também usados por toda essa turma em nível nacional.
Existe no PT brasiliense, como no PT nacional, a expectativa de que, a médio prazo, e talvez mesmo a curto prazo, surgirão delações premiadas para reforçar essa narrativa.
Ultrapassagem revolta Magela
Ex-deputado, ex-secretário e ex-candidato ao Buriti, quando perdeu por pouco para Joaquim Roriz, Geraldo Magela revoltou-se com sua exclusão da chapa de deputados federais.

Declarou-se “com uma mistura de revolta e tristeza” que comunica a todos que não terá a oportunidade de ser candidato nas eleições deste ano por não ter o nome incluído na lista aprovada pelo Diretório Regional.
“As forças políticas internas, atualmente majoritárias no PT DF, decidiram colocar na lista um candidato recém-filiado no meu lugar, desvalorizando a minha história no Partido”, reclamou.
Isso após nove eleições que ele próprio, Magela, disputou pelo PT.