Ex-distrital pelo PL, o secretário de Cultura, Cláudio Abrantes, nem pensa em tentar o retorno a distrital pelo antigo partido. Afinal, na última vez, somou votos para a reeleição, mas o PL estava congestionado, e Abrantes perdeu a cadeira na soma de votos.
Agora, confia no MDB para retomar a vaga. Isso, claro, se superar o distrital Pepa, que briga pelo mesmo cargo, pelo PP de Celina Leão.
No entanto, coloca-se para Abrantes o mesmo problema da eleição passada, o quociente eleitoral. O MDB, partido do governador Ibaneis Rocha, já tem cinco distritais: Jaqueline Silva, João Hermeto, Iolando Almeida, Daniel Donizet e o presidente da Câmara, Wellington Luiz, além da possibilidade de jogar na rinha ao menos três secretários, entre eles os de Governo, da Educação e da Justiça.
Só o que pode evitar o acúmulo é a possibilidade de que alguns deles disputem vaga na Câmara dos Deputados, casos de Daniel Donizet e do secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo.
Pensando no Agir
Exatamente pelo excesso de candidatos no MDB, já teve gente pensando em trocar o partido pelo Agir, em busca de mais chances de uma vaga.
Só para registrar, o Agir é um micropartido que só teve algum peso político quando adotou o nome de Partido da Reconstrução Nacional para oferecer legenda a um jovem candidato chamado Fernando Collor de Mello.
O próprio Collor deixou o PRN assim que pôde, o partido mudou o nome para PTC, depois para Agir e hoje conta com exatamente zero deputados federais.
Quem pensou em levar alguns emedebistas para lá foi o secretário e ex-distrital Cristiano Araújo, que tentou até incluir no pacote a deputada Jaqueline Silva. Ela não mordeu a isca.
Tanto quanto se saiba, ninguém mais do MDB seguiu esse rumo.