Fundadora do PSDB em Brasília e, este ano, integrante da chapa de José Roberto Arruda, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia declarou, nesta quinta-feira, 8, seu apoio à sucessora Celina Leão, durante visita a Ceilândia (foto).
Ela própria responsável pela criação da cidade, Abadia apresentou três propostas a Celina: a criação do Hospital do Idoso, do Hospital do Câncer e de um centro de convivência para idosos. A negociação foi fácil: Celina já iniciou a construção do Hospital do Câncer e tem os demais itens em seu plano de governo.
A governadora aproveitou para convidar Abadia a participar de sua futura administração, cuidando desses projetos e ajudando a transformar Brasília em um centro de referência no atendimento aos idosos. Celina lembrou, inclusive, que já criou uma delegacia de polícia especializada no atendimento a vítimas de golpes, que costumam atingir justamente quem tem mais idade.
PSDB constata divisão e libera militantes
Após consultar seus diretórios em todo o país e constatar que a maioria deles se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto apenas uma pequena minoria se manifesta pelo apoio ao presidente Lula, a Executiva do PSDB decidiu liberar seus membros para se posicionarem da forma que considerarem mais adequada neste segundo turno.
Em nota assinada por seu presidente, Aécio Neves — ele próprio derrotado em uma tentativa de voltar ao Senado por Minas Gerais —, o partido reafirmou seu compromisso com a democracia e disse esperar que o presidente eleito possa liderar o Brasil no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional.
No Distrito Federal, a Executiva local optou pela neutralidade, e sua presidente, Paula Belmonte, simplesmente negou apoio à governadora Celina Leão, mesmo sem declarar apoio a ninguém.
Agressões em Planaltina
A equipe de campanha de Celina Leão denunciou que, durante gravações na Feira de Planaltina, houve “tumulto e agressões verbais gratuitas contra a nossa equipe, em um comportamento inaceitável”.
A campanha informou que não pretende “tolerar novas agressões ou atitudes que comprometam o trabalho da nossa equipe”.